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domingo, 16 de setembro de 2012

Apenas sinto...

As minhas andanças pelas entranhas do You Tube me trazem  experiências más e boas. E dessa vez pude ter uma ótima experiência ao ouvir mais uma vez a trilha do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

A trilha feita pelo músico Yann Tiersen fez despertar em mim uma saudade que eu não imaginava ter.

Nos últimos tempos tenho passado muitas músicas no meu velho MP4. Não as ouço até o fim. Tenho estado em uma busca incansante pelas rádios tentando ouvir algo que me preencha por completo. Que me faça despertar.

Mas apesar de ouvir várias músicas boas, parece que nenhuma inspira. Nenhuma preenche. Nenhuma me faz querer repetir insanamente várias vezes durante 24 horas.

Nessa busca acabei voltando aos anos 80, depois aos anos 90, e achando sobras em meus arquivos de músicas lá dos anos 2000. Mas poucas repetiam várias vezes.

E foi nesta noite, quando ouvi os acordes de Yann Tiersen que notei o que me falta, o que me preenche.

O que sinto falta na verdade é do simples e puro som de cada instrumento.

Em tempos onde pode se criar hits em apenas um laptop, usando diversos meios para torná-lo mais incrível, esquecemos-nos de apenas ouvir um violão. Ou um piano. Ou uma gaita. Ou uma flauta. Ou um simples instrumento, que seja.

É disso que sinto falta. É disso que precisamos voltar a fazer.

P.S: só mesmo essa trilha pra me inspirar a escrever sobre música. algo que não fazia há tempos.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Amanhã é dia de Oscar, bebê!



Estou numa maratona que começou no último ano. Assistir todos os filmes, ou pelos menos os principais indicados ao Oscar. Confesso que ainda não olhei todos, e que meu gosto pessoal acaba interferindo se vou olhar todos ou pelo menos só os que gostei dos trailers.

Vi todos os trailers, e o gosto pessoal já retirou o Cavalo de Guerra da lista dos filmes para assistir. Muito “Sessão da tarde” para meu gosto. Mas o trailer que me pegou de jeito foi o do filme Tão forte e tão perto. Ainda não consegui assisti-lo, e acho que vou conseguir só bem depois de passar o Oscar na TV, infelizmente. Aí fui assistir o tal Árvore da Vida. Não aguentei 10 minutos. Esse eu tenho certeza que vou assistir só depois do Oscar. Ou pelo menos algumas horas antes da transmissão. Se eu não dormir.

Mas tudo o que escrevi até agora, só foi uma desculpa para falar de dois filmes que realmente me surpreenderam. Logo que tomei conhecimento do filme O Artista, fiquei com aquele pensamento que todo mundo ficou: “Filme mudo? Bah, isso vai ser muito chato!”. Achei uma ousadia realizar um filme mudo e preto e branco em pleno século 21. E a Academia também deve ter achado a mesma coisa. Por isso indicou. Confesso que senão tivesse sido indicado ao Oscar, talvez nunca o teria visto. Mas vi, e gostei do que vi.

Não é o tipo de filme convencional, mas funciona muito bem. A história é muito bonita, e também emociona o espectador. As interpretações estão lindas e o figurino muito bem feito. Mas apesar de gostar muito, não é minha aposta. A aposta mesmo está em A invenção de Hugo Cabret.

Lindo, lindo, lindo. Fotografia, figurino, interpretação, roteiro, trilha sonora, direção, tudo me encantou. Me encantou tanto que estou escrevendo esse texto. Justo eu que fazia muito tempo que não escrevia aqui.

O filme é muito inspirador e envolvente. Faz com que todo mundo saia mais leve da frente da tela. Uma linda história de um garoto que quer buscar uma mensagem do pai e de uma mensagem que encontra seu caminho de volta para casa. Aliás, é mais ou menos assim que o filme termina. Encantador, não?

Contudo, o que mais me chamou atenção é que tanto A invenção de Hugo Cabret quanto O Artista falam de cinema e o modo de encantar as pessoas. Os dois filmes considerados favoritos para ganhar o Oscar trazem uma mensagem um tanto parecida. Os dois nos mostram como o cinema pode recriar sonhos e como nós podemos nos transportá-los por um momento.

O primeiro, conta a história do cinema em meio ao seu enredo. Já o outro faz do próprio enredo a demonstração do que era o cinema. Será um recado da Academia?

Acho que a indicação desses dois filmes, em especial a do O Artista, é sim um recado da Academia. Acho, e ouso ter certeza, que ela está implorando à Hollywood que acabe com filmes de roteiros prontos e que exaltam qualquer coisa só para ter uma grande bilheteria. Acho que a Academia está querendo mostrar a todos que é possível fazer um cinema sonhador e sobreviver disso.